sábado, 24 de setembro de 2011

estimulação precoce

A Estimulação Precoce e a Estimulação Essencial visam o atendimento de bebês de risco e/ou crianças portadoras de distúrbios genéticos ou adquiridos, a fim de prevenir, minimizar e tratar déficits neuropsicomotores e cognitivos, visando sempre à funcionalidade ocupacional nas diversas fases da infância e adolescência.

A Estimulação Precoce destina-se a crianças de 0 a 3 anos de idade e a Estimulação Essencial a crianças de 3 a 12 anos de idade, que apresentem ou possam vir a apresentar atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e cognitivo, assim como distúrbio no comportamento.
A Estimulação Precoce deverá ser iniciada a partir do momento que a criança for diagnosticada como bebê de risco ou portador de atraso no desenvolvimento, O tratamento por estimulação precoce é possível porque se pressupõe a existência da plasticidade neural (a possibilidade de áreas neuronais vizinhas assumirem a função relativa a área lesada, mediante um processo de estimulação), onde serão estimulados as percepções sensoriais, os movimentos normais, o rolar, o sentar, o engatinhar, a deambulação a comunicação, a socialização e a cognição.

A estimulação precoce consiste em uma série de exercícios para desenvolver as capacidades da criança de acordo com a fase do desenvolvimento em que ela se encontra. É importante que as atividades da estimulação sejam agradáveis tanto para os pais quanto para as crianças, pois desta forma estão dando carinho e atenção e criando um ambiente propício à estimulação.
Não se trata de obrigá-la e menos ainda de “superestimular”, o objetivo é favorecer o desabrochar, adaptando ao ritmo e personalidade da criança, deixando-a a vontade com seu próprio corpo. Essa forma de manusear é fundamental. Porém obriga-nos a uma grande mudança em nossos atos e comportamentos da vida cotidiana: o modo de carregar, de trocar, de dar-lhe banho, comida, de brincar com ela... É necessário aproveitar todas essas situações. Onde serão estimulados as percepções sensoriais, os movimentos normais, o rolar, o sentar, o engatinhar, a marcha, a comunicação, a socialização e a capacidade de raciocínio.
Ao completar 3 anos de idade, passa a receber a Estimulação Essencial, onde haverá continuação e reforço da Estimulação Precoce, enfatizando também a independência nas atividades da vida diária (AVD’s) e a construção cognitiva voltada para a funcionalidade humana.
O trabalho do Terapeuta Ocupacional coloca-se como imprescindível na Estimulação Precoce e Essencial, tendo como objetivo geral promover o desenvolvimento global da criança aproximando-o ao máximo do normal, favorecendo a manutenção e aprimoramento das funções existentes, prevenindo vícios posturais patológicos e primando pela independência, recuperação ou adaptação em diferentes níveis.

Através da Estimulação Precoce e Essencial o Terapeuta Ocupacional busca evitar e minimizar prejuízos futuros, buscando garantir a funcionalidade humana.

É preciso compreender e saber que suas atividades motoras contribuem para o desenvolvimento do cérebro e são indispensáveis à organização do sistema nervoso. Qualquer coisa pode ser um estímulo: brinquedos coloridos, músicas, conversas ou o próprio

sábado, 17 de setembro de 2011

grafismo infantil

Grafismo Infantil

  Para Vygotsky, o brincar e o desenhar deveriam ser estágios preparatórios ao desenvolvimento de linguagem escrita. Será que damos a devida atenção a tais atividades?
O desenho parece surgir de forma espontânea e evoluir junto ao processo de desenvolvimento global da criança. Também é uma tentativa de comunicação formal e um meio de representação e simbolização. A criança expressa em seu grafismo aquilo que ainda não consegue com outras linguagens, por exemplo, a fala ou a escrita.

PIAGET
Para Piaget a criança desenha menos o que vê e mais o que sabe. Ao desenhar ela elabora conceitualmente objetos e eventos. Daí a importância de se estudar o processo de construção do desenho junto ao enunciado verbal que nos é dado pelo indivíduo. “O desenho é precedido pela garatuja, fase inicial do grafismo. Semelhantemente ao brincar, se caracteriza inicialmente pelo exercício da ação. O desenho passa a ser conceituado como tal a partir do reconhecimento pela criança de um objeto no traçado que realizou. Nessa fase inicial, predomina no desenho a assimilação, isto é, o objeto é modificado em função da significação que lhe é atribuída, de forma semelhante ao que ocorre com o brinquedo simbólico.”

O desenvolvimento progressivo do desenho implica mudanças significativas que, no início, dizem respeito à passagem dos rabiscos iniciais da garatuja para construções cada vez mais ordenadas, fazendo surgir os primeiros símbolos Essa passagem é possível graças às interações da criança com o ato de desenhar e com desenhos de outras pessoas. Na garatuja, a criança tem como hipótese que o desenho é simplesmente uma ação sobre uma superfície, e ela sente prazer ao constatar os efeitos visuais que essa ação produziu.

No decorrer do tempo, as garatujas, que refletiam sobretudo o prolongamento de movimentos rítmicos de ir e vir, transformam-se em formas definidas que apresentam maior ordenação, e podem estar se referindo a objetos naturais, objetos imaginários  mesmo a outros desenhos.O desenho como possibilidade de brincar, o desenho como possibilidade de falar de registrar, marca o desenvolvimento da infância,porém em cada estágio,o desenho assume um caráter                     próprio.  
• De 1 a 3 anos
É a idade das famosas garatujas: simples riscos ainda desprovidos de controle motor, a criança ignora os limites do papel e mexa todo o corpo para desenhar, avançando os traçados pelas paredes e chão. As primeiras garatujas são linhas longitudinais que, com o tempo, vão se tornando circulares e, por fim, se fecham em formas independentes. figuras humanas com cabeça e olhos.
• De 3 a 4 anos
conquistou a forma e seus desenhos têm a intenção de reproduzir algo. respeita melhor os limites do papel. desenho um ser humano com pernas, braços, pescoço e tronco.
• De 4 a 5 anos
É uma fase de temas clássicos do desenho infantil, como paisagens, casinhas, flores, super-heróis, veículos e animais varia no uso das cores, buscando um certo realismo. figuras humanas já dispõem de novos detalhes, como cabelos, pés e mãos, e a distribuição dos desenhos no papel obedecem a uma certa lógica, do tipo céu no alto da folha.
Aparece ainda a tendência à antropomorfização, ou seja, a emprestar características humanas a elementos da natureza, como o famoso sol com olhos e boca. Esta tendência deve se estender até 7 ou 8 anos.
• De 5 a 6 anos
Os desenhos sempre se baseiam em roteiros com começo, meio e fim. figuras humanas aparecem vestidas grande atenção a detalhes como as cores. Os temas variam e o fato de não terem nada a ver com a vida dela são um indício de desprendimento e capacidade de contar histórias sobre o mundo.

• De 7 a 8 anos
O realismo é a marca desta fase, em que surge também a noção de perspectiva. Ou seja, os desenhos da criança já dão uma impressão de profundidade e distância. Extremamente exigentes, muitas deixam de desenhar, se acham que seus trabalhos não ficam bonitos.
O importante é respeitar os ritmos de cada criança e permitir que ela possa desenhar livremente, sem intervenção direta, explorando diversos materiais, suportes e situações.