domingo, 25 de março de 2012

marcos do desenvolvimento da visão

Visão
Seu bebê enxerga desde que nasce, a menos que tenha algum problema de visão. Conforme vai crescendo, ele usa os olhos para absorver uma quantidade imensa de informação sobre o mundo que o cerca, o que por sua vez vai estimular o desenvolvimento do cérebro e colaborar para conquistas no âmbito físico, como sentar, rolar, engatinhar e andar.
Quando se desenvolve
Nos primeiros meses de vida, a visão do bebê vai se aprimorando, e em torno dos 6 a 8 meses de idade ele enxerga o mundo quase tão bem quanto um adulto.
Como se desenvolve
A visão da criança vai se desenvolvendo aos poucos, diferentemente da audição, que está plenamente amadurecida ao fim do primeiro mês. Quando o bebê nasce, a visão é meio embaçada, mas ele distingue luz, formas e movimento. O recém-nascido só enxerga bem mesmo a uma distância de entre 20 e 30 centímetros -- ideal para perceber com clareza o rosto da pessoa que o carrega no colo. O rosto da mãe, nessa fase, é a coisa mais interessante do mundo para o bebê; em seguida vêm imagens com bastante contraste, como um xadrez em preto e branco. Assim, capriche nos momentos de olho no olho.

A visão do seu bebê vai se tornando melhor com o tempo, e aos 8 meses ele enxerga praticamente tudo.

Um mês

Quando nasce, o bebê não sabe usar os olhos de forma concomitante, por isso fica "vesguinho" com frequência. Com 1 ou 2 meses, no entanto, ele já aprende a focalizar os dois olhos ao mesmo tempo e é capaz de acompanhar com o olhar um objeto em movimento (embora talvez já fizesse isso por curtos períodos desde o nascimento). Um simples chocalho passado diante do rosto dele já é o suficiente para hipnotizá-lo. Você também pode tentar com seu próprio rosto: olhe-o nos olhos e mexa seu rosto para um lado e para o outro. Os olhinhos dele provavelmente vão se fixar nos seus.

Dois meses

Os bebês enxergam as cores desde que nascem, mas têm dificuldade para distinguir tons parecidos, como vermelho e laranja. Por isso, muitas vezes preferem cores contrastantes ou o preto-e-branco. Entre 2 e 4 meses de idade, no entanto, as diferenças entre as cores vão ficando mais claras, e seu bebê começa a distinguir tons semelhantes. Com isso, deve começar a mostrar preferência por cores primárias e fortes, e por formatos e desenhos mais detalhados e complexos. Incentive o interesse mostrando ilustrações, fotos, livros e brinquedos de cores vivas. Durante os próximos meses, ele também vai aperfeiçoar a técnica de seguir objetos com o olhar.

Quatro meses

Nessa fase, o bebê começa a desenvolver a percepção de profundidade, que o ajuda a saber se alguma coisa está perto ou longe. Também passa a controlar melhor os braços, e assim o desenvolvimento visual acontece na hora certa para ajudá-lo a tentar pegar coisas tão intrigantes, como seu cabelo, seus brincos ou seus óculos, com muito mais precisão.

Cinco meses

Com essa idade, seu filho consegue detectar objetos pequenininhos e acompanha bem o movimento das coisas. Pode até ser capaz de reconhecer um objeto enxergando só uma parte dele -- a base para as brincadeiras de esconde-esconde que vocês farão nos meses seguintes. A maioria das crianças de 5 meses já aprendeu a distinguir entre cores básicas parecidas, e agora começa a observar as sutis diferenças entre os tons pastel.

Oito meses em diante

A visão do seu bebê -- que antes chegava no máximo aos 50 por cento de acuidade -- agora é quase igual à de um adulto em termos de clareza e percepção de profundidade. Ele ainda enxerga melhor de perto que de longe, mas com 8 meses já vê o suficiente para reconhecer pessoas que estejam do outro lado de uma sala. Com essa idade, os olhos da criança também normalmente estão próximos de sua cor definitiva, embora ainda possa haver mudanças sutis na cor da íris.
O que você pode fazer
Pergunte na maternidade ou ao pediatra nas primeiras consultas se os olhos do bebê foram examinados, para descartar doenças que acometem os recém-nascidos, como a catarata congênita e o retinoblastoma. O primeiro exame deve ser feito ainda na maternidade, pelos pediatras do berçário, que avaliam a retina com uma luz emitida por um aparelho especial.

Estudos mostram que os bebês preferem rostos humanos a qualquer outro tipo de desenho ou imagem, portanto mantenha seu rosto perto do dele (principalmente na fase de recém-nascido) para que ele observe bem seus traços faciais. Quando a criança tem cerca de 1 mês, qualquer objeto é suficiente para hipnotizá-la -- não é preciso se preocupar em comprar brinquedos especiais para isso. Muitas vezes, sua própria mão se mexendo serve para entretê-lo (e é um brinquedo impossível de perder). Coisas simples como papel-alumínio ou um pote colorido podem ser passados diante dos olhos dela, de um lado para o outro, para treinar a técnica de acompanhar o movimento. Depois, mude o sentido do movimento para de baixo para cima e vice-versa. A maioria dos bebês só consegue acompanhar o movimento vertical sem dificuldades com 4 ou 5 meses de idade.

Como o mencionado acima, incentive o interesse do bebê nas cores primárias e depois nos tons pastel, conforme ele vai ficando mais velho. Móbiles (pendurados fora do alcance dele), pôsteres de cores vivas e livros resistentes com ilustrações chamativas chamam bastante a atenção da criança.
Quando se preocupar
O pediatra costuma prestar atenção à visão do seu filho em cada consulta, desde o nascimento. A maioria das deficiências visuais pode ser corrigida se for detectada cedo; quanto mais velho fica seu bebê, mais difícil é solucionar eventuais problemas. É improvável que você consiga detectar sozinha coisas como miopia, hipermetropia e astigmatismo, mas fique de olho em dificuldades mais graves. Se seu filho não consegue fixar o olhar ou acompanhar um objeto (ou seu rosto) com os dois olhos aos 3 ou 4 meses de idade, fale com o médico. Bebês prematuros correm mais risco de ter determinados problemas visuais, como astigmatismo, miopia e estrabismo, por isso os pais e médicos devem dedicar atenção especial à visão deles. Fale com o pediatra se:

• Seu bebê tem dificuldade para movimentar um ou os dois olhos para todas as direções

• Seu bebê passa a maior parte do tempo "vesguinho"

• Um ou os dois olhos do bebê tendem a ficar olhando para fora

terça-feira, 20 de março de 2012

DIA 21 -dia internacional da sindrome de down

DIA 21 “Dia Internacional da Síndrome de Down”

O dia 21 de março é uma data importante: é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down. Será que você tem algum amigo com Síndrome de Down? Já parou para pensar no que é isso?
A Síndrome de Down é um acontecimento genético natural e universal. Isso quer dizer que a síndrome não é resultado da ação ou do descuido de mães ou pais, como muitos pensam. E nem é uma doença. Ela é causada por um erro na divisão das células durante a formação do bebê (ainda feto). Só para você ter uma idéia, de cada 700 bebês que nascem, UM tem Síndrome de Down. Por isso, qualquer mulher, independente da raça ou classe social pode ter um bebê Down. Até hoje, a ciência ainda não descobriu os motivos que provocam essa alteração genética, portanto não há como evitar.
Genética 
Você já deve ter ouvido falar que todas as características de uma pessoa - a cor da pele, dos olhos, o tipo e cor dos cabelos, a altura e tudo mais – são herdados (transmitidas) dos pais, certo? Como? Por meio dos genes. São os genes, presentes nos cromossomos, que carregam tudo o que somos. Cromossomos são pedacinhos do núcleo das células que contém as características que cada um de nós herda do pai e da mãe.
Mas mesmo sabendo que existem semelhanças entre as pessoas com Down, não há exames que determinem, no nascimento, como a pessoa (criança, depois adolescente e adulto) vai evoluir durante a sua vida.  Mas hoje, com as descobertas da medicina, sabe-se que para a criança down desenvolver todo seu potencial é importante que, desde cedo, seja amada e estimulada pelos pais, irmãos e profissionais habilitados.
A alteração genética das crianças com Down faz com que todas elas sejam muito parecidas e tenham as seguintes características:
1 – hipotonia (flacidez muscular, o bebê é mais molinho);
2 – comprometimento intelectual (a pessoa aprende mais devagar);
3 – aparência física (uma das características físicas são os olhinhos puxados).
Aceitar as diferenças
Atualmente, a Síndrome de Down é mais conhecida, o que permite mais qualidade de vida, melhores chances e desenvolvimento para os portadores. Mas, infelizmente, esse avanço ainda não foi suficiente para acabar com um dos principais obstáculos que as pessoas com Down enfrentam: o preconceito.
A data
O dia 21 de março foi escolhido pela associação “Down Syndrome International” para ser o Dia Internacional da Síndrome de Down em referência ao erro genético que a provoca. Todo mundo tem 23 pares de cromossomos. Quem tem Down tem três cromossomos no par de número 21 (daí a data 21/03).

domingo, 5 de fevereiro de 2012

DICAS DE ADAPTAÇÕES ESCOLARES PARA CRIANÇAS DE VISÃO SUBNORMAL

DICAS DE ADAPTAÇÕES/INCLUSÃO DA CRIANÇA DE VISÃO SUBNORMAL NA ESCOLA

Nos últimos anos a inclusão de pessoas com necessidades especiais vem se tornando uma tendência Mundial e tem sido um assunto discutido com muita freqüência e gerador de muita polêmica.
A declaração de Salamanca/1994 foi um dos principais marcos para que se reafirmasse o compromisso com a educação para todos, momento onde então as pessoas com necessidades educativas especiais passaram a ser consideradas cidadãos com direitos e deveres, pois veio proclamar a importância da Educação Inclusiva, e assim entendendo escolas devem buscar formas de educar os alunos com necessidades educativas especiais. Direitos garantidos como é versado na Constituição Federal/88 art. 205.
Nessa perspectiva, exigiu-se a necessidade de novos modelos de educação para o nosso século, e de acordo com Montoan (2007) a inclusão é um desafio a ser enfrentado pela escola, e para que os alunos com e sem deficiência exerçam o direito á educação em sua plenitude, é indispensável que essa escola aprimore suas práticas, a fim de atender ás diferenças.
Torna-se importante salientar que qualquer procedimento pedagógico ou legal que não tenha como pressuposto o respeito à diferença e a valorização de todas as possibilidades da pessoa com deficiência, não é inclusão. Pois só é possível onde houver respeito à diferença e consequentemente a adoção de práticas pedagógicas que permitam as pessoas com NEE aprender e ter reconhecidos e valorizados os conhecimentos que são capazes de produzir de acordo com suas potencialidades.
Algumas ações contribuem para a aceitação de alunos com necessidades especiais com baixa visão ou visão subnormal perante o ambiente escolar, dentre elas destacamos o incentivo a capacitação de recursos humanos envolvidos no processo educacional do aluno portador de visão subnormal, como a orientação continuada, fornecida pelo serviço oftalmológico, principalmente em situações que houver alterações visuais ou em relação ao uso de óculos, recursos ópticos ou recursos não ópticos; bem como o fornecimento de literatura especializada sobre a deficiência visual, enfatizando os aspectos relativos ao aluno portador de visão subnormal; e também cursos de curta duração.
Outra ação importante é o preparo do aluno portador de visão subnormal para a inclusão educacional e da família, através da orientação provida pela Terapeuta Ocupacional em relação às possibilidades e necessidades visuais do aluno portador de visão subnormal, contemplando os aspectos clínicos e educacionais como o uso da melhor correção, utilização do resíduo visual, necessidade de indicação de recursos ópticos e não ópticos, bem como as adaptações de materiais e modificações ambientais.
Adaptações didáticas e metodológicas que possibilitam um bom desempenho aos alunos com necessidades especiais, respeitando as suas limitações tornam-se ações fundamentais no processo inclusivo escolar. Dentre elas destacamos:
*      a máquina braile em substituição ao caderno comum ,
*      materiais com pautas ampliadas, que podem ser providenciados pela escola ou pela família,
*      lápis com grafites mais espessos,
*      canetas de pontas porosas,
*      pranchas de plano inclinado, para evitar a aproximação dos olhos sobre o caderno, má postura e dores no pescoço;
*      além de auxílios ópticos, como lentes especiais dentre outras.
*      Algumas tecnologias assistivas também estão à disposição dos alunos com dificuldades visuais como alguns equipamentos com áudio para que possam substituir o material escrito, ou visual como, por exemplo, livros e /ou revistas, em tapes ou com leitores voluntários.
*      Equipamentos que realizam a leitura de material gráfico (código de barras ou escrita) que são computadorizados e automaticamente escaneiam o material impresso, reconhece e vocaliza sinteticamente o texto como o DOSVOX, como também interface oral com computadores.
*      Há outras ferramentas e equipamentos computacionais disponíveis, como as impressoras em braile, programas de computador para ampliar o tamanho do texto, ferramentas de busca acessível: Google (http://labs.google.com/accessible/), além dos sistemas operacionais que em geral já apresentam opções de acessibilidade incorporadas em suas funcionalidades como, por exemplo, as opções de acessibilidade do Windows XP para pessoas com deficiência visual.

Diante do o exposto, podemos perceber que o processo inclusivo requer bem mais que pareceres positivos, são necessárias ações reais, ou seja, trata-se de articular mecanismo de apoio e ações que permitam igualar as oportunidades de aprendizagem e de conhecimento para todos sempre visando e valorizando a diversidade.

Referências Bibliográficas:

BONOTTO, Lígia Beatriz. Visão Subnormal. Disponível em: http://www.oftalmopediatria.com.br. Acesso em: 04 de Dezembro de 2009 às 16:36

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Atendimento Educacional Especializado: Aspectos Legais e Orientações Pedagógicas. São Paulo: MEC/SEESP, 2007.

sábado, 21 de janeiro de 2012

treinamento pediasuit _ aprimore/bh

PROTOCOLO PEDIASUIT:

Este programa visa atingir o potencial de cada paciente e resulta em ganho de qualidade de vida, desenvolvimento motor e independência nas atividades funcionais.
A proposta de reabilitação através da terapia intensiva, é realizar um trabalho neuromuscular proprioceptivo a fim de previnir e reduzir encurtamentos, ganho muscular, alinhamento postural, aumento do equilíbrio, da mobilidade articular, coordenação e força, desta forma adquirimos alinhamento postural e inibimos padrões associados às lesões cerebrais e doenças neuro musculares tais como:
Associado ao alongamento é feito uma escovação ( estimulação tátil) em todo o corpo da criança e excercícios de aquecimento articular para preparar a criança para receber a roupa.
escovação e aquecimento

Camila se preparando para colocar a roupa, so consegui realizar esta etapa com ela após algumas sessões devido a grande defensibilidade tatil decorrente da prematuridade, mas hoje esta sorrindo, curtindo e mais tolerante!!!! resultado da propriocepção oferecidada pelo pediasuit!

pediasuit:


com a retificação postural e os elasticos tracionadores camila consegue ficar em pé sozinha!!!!

  órtese corporal em tecido respirável 100% algodão, leve, resistente, flexível,proprioceptiva e dinâmica. É composta de touca, macacão, joelheira e tracionadores que retificam a postura e oferecem a resistência ideal a ser vencida.

Exercícios em suspensão visando equilíbrio, coordenação motora e propriocepção.

Cama elástica: após o paciente ser estabilizado na gaiola, desenvolvemos exercícios agregando esse equipamento de forma lúdica para ganho de força e equilíbrio.


Esteira: com suporte de peso e postura pela gaiola, o terapeuta fica livre para o treino de marcha.

camila ainda precisa de suporte no tronco porque não mantem o apoio dos membros superiores à frente
, ela AMA esta atividade não quer parar!!!!

PARA MAIS INFORMAÇÕES LIGUE 31-32851718/31-88186370

ABRAÇOS PARA TODOS!!!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

brinquedos e brincadeiras 2 a 4 anos

Brinquedos para crianças de 2 a 3 anos
Brinquedo ideal para crianças de 2 a 3 anos
Com dois aninhos os pequenos querem diversão. É difícil mantê-los sentados por muito tempo. Eles já conseguem subir e descer escadas usando o corrimão, pular com os dois pés e chutar sem perder o equilíbrio. É a vez das bolas.
Sua maneira de se comunicar é através de gestos, atitudes, mímica, sobretudo com outras crianças. Para ajudar a criança a se comunicar melhor e ampliar seu vocabulário, cantar e dançar é a melhor solução. Eles também se divertem com brincadeiras animadas como pular na cama e fazer imitações e caretas.
É bom continuar incentivando a criança a desenvolver sua habilidade motora. Para isso, use muitos blocos e ajude-o a empilhá-los, encher os carrinhos com os blocos, equilibrar um em cima do outro.
Nesse período a criança já deve começar a participar da arrumação das suas coisas. Depois da bagunça, peça a ajuda da criança para organizar e recolher o brinquedo. Isso deve ser feito como uma continuação da brincadeira, e não como uma obrigação, uma coisa chata.
Brinquedos para crianças de 3 a 4 anos
Brinquedo ideal para crianças de 3 a 4 anos
Um bebê irrequieto precisa de brinquedos que ativem seu movimento corporal. Com três aninhos a criança se diverte mesmo em cima de um triciclo ou com um grande carrinho de puxar. E isso é ótimo para desenvolver o senso de direção, de espaço, controle, força, enfim, várias habilidades.
Brinquedos ao ar livre também são uma boa idéia, como bolas, brinquedos infláveis, espelhos d'água ou caixas de areia com pás e cubos. Eles também vão adorar fazer barulho com instrumentos musicais como pandeiros, pianinhos, trombetas e tambores.
Recomendo nessa etapa estimular algumas habilidades psicomotoras, incluindo a coordenação entre o olho e a mão e o desenvolvimento da habilidade dos dedos e das mãos, através de brinquedos de montar e desmontar mais complicados, blocos de tamanhos e formas diferentes, assim como jogos e quebra-cabeças simples.
E como seu desenvolvimento intelectual está a todo vapor, já é possível desenhar círculos, bonecos, enumerar os elementos de uma ilustração, colorir. Livros cheios de ilustrações e histórias divertidas vão ajudar a criança a descobrir o nome das coisas e saciar suas curiosidades. Com cerca de três anos, eles entendem mais de mil palavras e começam a usar artigos, pronomes e advérbios nas suas pequenas frases.


sábado, 24 de setembro de 2011

estimulação precoce

A Estimulação Precoce e a Estimulação Essencial visam o atendimento de bebês de risco e/ou crianças portadoras de distúrbios genéticos ou adquiridos, a fim de prevenir, minimizar e tratar déficits neuropsicomotores e cognitivos, visando sempre à funcionalidade ocupacional nas diversas fases da infância e adolescência.

A Estimulação Precoce destina-se a crianças de 0 a 3 anos de idade e a Estimulação Essencial a crianças de 3 a 12 anos de idade, que apresentem ou possam vir a apresentar atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e cognitivo, assim como distúrbio no comportamento.
A Estimulação Precoce deverá ser iniciada a partir do momento que a criança for diagnosticada como bebê de risco ou portador de atraso no desenvolvimento, O tratamento por estimulação precoce é possível porque se pressupõe a existência da plasticidade neural (a possibilidade de áreas neuronais vizinhas assumirem a função relativa a área lesada, mediante um processo de estimulação), onde serão estimulados as percepções sensoriais, os movimentos normais, o rolar, o sentar, o engatinhar, a deambulação a comunicação, a socialização e a cognição.

A estimulação precoce consiste em uma série de exercícios para desenvolver as capacidades da criança de acordo com a fase do desenvolvimento em que ela se encontra. É importante que as atividades da estimulação sejam agradáveis tanto para os pais quanto para as crianças, pois desta forma estão dando carinho e atenção e criando um ambiente propício à estimulação.
Não se trata de obrigá-la e menos ainda de “superestimular”, o objetivo é favorecer o desabrochar, adaptando ao ritmo e personalidade da criança, deixando-a a vontade com seu próprio corpo. Essa forma de manusear é fundamental. Porém obriga-nos a uma grande mudança em nossos atos e comportamentos da vida cotidiana: o modo de carregar, de trocar, de dar-lhe banho, comida, de brincar com ela... É necessário aproveitar todas essas situações. Onde serão estimulados as percepções sensoriais, os movimentos normais, o rolar, o sentar, o engatinhar, a marcha, a comunicação, a socialização e a capacidade de raciocínio.
Ao completar 3 anos de idade, passa a receber a Estimulação Essencial, onde haverá continuação e reforço da Estimulação Precoce, enfatizando também a independência nas atividades da vida diária (AVD’s) e a construção cognitiva voltada para a funcionalidade humana.
O trabalho do Terapeuta Ocupacional coloca-se como imprescindível na Estimulação Precoce e Essencial, tendo como objetivo geral promover o desenvolvimento global da criança aproximando-o ao máximo do normal, favorecendo a manutenção e aprimoramento das funções existentes, prevenindo vícios posturais patológicos e primando pela independência, recuperação ou adaptação em diferentes níveis.

Através da Estimulação Precoce e Essencial o Terapeuta Ocupacional busca evitar e minimizar prejuízos futuros, buscando garantir a funcionalidade humana.

É preciso compreender e saber que suas atividades motoras contribuem para o desenvolvimento do cérebro e são indispensáveis à organização do sistema nervoso. Qualquer coisa pode ser um estímulo: brinquedos coloridos, músicas, conversas ou o próprio

sábado, 17 de setembro de 2011

grafismo infantil

Grafismo Infantil

  Para Vygotsky, o brincar e o desenhar deveriam ser estágios preparatórios ao desenvolvimento de linguagem escrita. Será que damos a devida atenção a tais atividades?
O desenho parece surgir de forma espontânea e evoluir junto ao processo de desenvolvimento global da criança. Também é uma tentativa de comunicação formal e um meio de representação e simbolização. A criança expressa em seu grafismo aquilo que ainda não consegue com outras linguagens, por exemplo, a fala ou a escrita.

PIAGET
Para Piaget a criança desenha menos o que vê e mais o que sabe. Ao desenhar ela elabora conceitualmente objetos e eventos. Daí a importância de se estudar o processo de construção do desenho junto ao enunciado verbal que nos é dado pelo indivíduo. “O desenho é precedido pela garatuja, fase inicial do grafismo. Semelhantemente ao brincar, se caracteriza inicialmente pelo exercício da ação. O desenho passa a ser conceituado como tal a partir do reconhecimento pela criança de um objeto no traçado que realizou. Nessa fase inicial, predomina no desenho a assimilação, isto é, o objeto é modificado em função da significação que lhe é atribuída, de forma semelhante ao que ocorre com o brinquedo simbólico.”

O desenvolvimento progressivo do desenho implica mudanças significativas que, no início, dizem respeito à passagem dos rabiscos iniciais da garatuja para construções cada vez mais ordenadas, fazendo surgir os primeiros símbolos Essa passagem é possível graças às interações da criança com o ato de desenhar e com desenhos de outras pessoas. Na garatuja, a criança tem como hipótese que o desenho é simplesmente uma ação sobre uma superfície, e ela sente prazer ao constatar os efeitos visuais que essa ação produziu.

No decorrer do tempo, as garatujas, que refletiam sobretudo o prolongamento de movimentos rítmicos de ir e vir, transformam-se em formas definidas que apresentam maior ordenação, e podem estar se referindo a objetos naturais, objetos imaginários  mesmo a outros desenhos.O desenho como possibilidade de brincar, o desenho como possibilidade de falar de registrar, marca o desenvolvimento da infância,porém em cada estágio,o desenho assume um caráter                     próprio.  
• De 1 a 3 anos
É a idade das famosas garatujas: simples riscos ainda desprovidos de controle motor, a criança ignora os limites do papel e mexa todo o corpo para desenhar, avançando os traçados pelas paredes e chão. As primeiras garatujas são linhas longitudinais que, com o tempo, vão se tornando circulares e, por fim, se fecham em formas independentes. figuras humanas com cabeça e olhos.
• De 3 a 4 anos
conquistou a forma e seus desenhos têm a intenção de reproduzir algo. respeita melhor os limites do papel. desenho um ser humano com pernas, braços, pescoço e tronco.
• De 4 a 5 anos
É uma fase de temas clássicos do desenho infantil, como paisagens, casinhas, flores, super-heróis, veículos e animais varia no uso das cores, buscando um certo realismo. figuras humanas já dispõem de novos detalhes, como cabelos, pés e mãos, e a distribuição dos desenhos no papel obedecem a uma certa lógica, do tipo céu no alto da folha.
Aparece ainda a tendência à antropomorfização, ou seja, a emprestar características humanas a elementos da natureza, como o famoso sol com olhos e boca. Esta tendência deve se estender até 7 ou 8 anos.
• De 5 a 6 anos
Os desenhos sempre se baseiam em roteiros com começo, meio e fim. figuras humanas aparecem vestidas grande atenção a detalhes como as cores. Os temas variam e o fato de não terem nada a ver com a vida dela são um indício de desprendimento e capacidade de contar histórias sobre o mundo.

• De 7 a 8 anos
O realismo é a marca desta fase, em que surge também a noção de perspectiva. Ou seja, os desenhos da criança já dão uma impressão de profundidade e distância. Extremamente exigentes, muitas deixam de desenhar, se acham que seus trabalhos não ficam bonitos.
O importante é respeitar os ritmos de cada criança e permitir que ela possa desenhar livremente, sem intervenção direta, explorando diversos materiais, suportes e situações.